quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Madrugada

  Era uma madrugada meio fria, meio quente, a que o destino designou para ser a nossa. Num bar, em lugar nenhum, era o que estava aberto, eu pedi alguma vodka, e acho que você me acompanhou.
 Bebemos, conversamos, divertimos-nos com o primo, que tomou o lugar do cantor, ele cantava alegre, a canção da embriagues, depois do Uísque, te pedi para não me deixar mais beber... Eu queria estar lúcida, para quando chegasse a hora de me perder em teus braços. Saímos, procurando um lugar para tornar reais nossas fantasias.

  A noite, parecia uma menina maliciosa, passou correndo sedutoramente, quando percebemos, a aurora já bronzeava o horizonte, e os corpos ofegantes, sussurravam luxurias, fazíamos de conta que a madrugada ainda estava pintada de negro. Embrulhamos-nos com beijos, nos aquecemos nos abraços, falamos em gemidos.
Tornamo-nos um, e era uma madrugada comum, mas era a nossa madrugada, eram os nossos olhares que se queimavam, eram os nossos sorrisos que conversavam, era a nossa ansiedade que comandava o carro, o destino, era um lugar apenas.

                                   Naiara

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