Toda proibida, cheia de dotes, dons... Como sempre, me flagrei , pensando em você outra vez... Pois vai mulher, segue teu rumo que seguirei o meu, caminharei no meu, olharei pra mim, mais espiarei tua vida, só pra ver se você está bem... Para saber se teu coração não está sangrando novamente.
De você sei quase nada, sei apenas que não é minha e não será jamais... Pedi-te em casamento, lembra? Lembra que te dei flores, me ajoelhei aos teus pés... Eu fui cafona, mas fui feliz no momento que vi teus lábios se movendo em um sim. Foi tanto sorriso, tanta roupa tua se derramando pela casa, e até hoje procuro meus pedaços nesse lugar, agora tão vazio sem você...
Tua blusa se rasgando pela sala, meu coração se partindo na varanda, minha boca tremendo pelo quarto. O corredor virou um armazém de lembranças estocadas em ordem alfabética: amizade, beleza, cumplicidade, desejos, expectativas, felicidades, gentilezas, histórias, intimidades, juras, lealdade, malícia, nós, orgulho, paz, quereres, risos, suspiros, toques, união, vida, xodós, e ziriguidum!
Não consigo lembrar... Simplesmente se acabou se foi tudo que construímos... Quero-te bem, porém seja feliz... Seja linda, como teu coração belo... Só quero que quando lembrar-se do nosso corredor que você venha que você fique... Que você fique comigo... Juntinha do meu colo, para eu poder:
“Me achar lá no fundo de ti”
caixadesapatas

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