terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ela...(parte 1)

Importei-me, é me importei outra vez 
Dessa vez mais, tanto, que resolvi escrevê-la aqui 
Guardá-la assim: toda cheia de tinta
Pintá-la com todas as cores que ela merece
Resolvi prendê-la nas margens do caderno
Não aguentei... Eu tinha que trazê-la para meu pequeno mundo de papel
Eu precisava domá-la em algum lugar 
E pensei... Em minhas páginas
No meu eu
Em quem sou!
Vou prendê-la em minha poesia 
Guardarei seus cabelos negros, sempre cobrindo seus olhos nessa folha
Seu sorriso, seu olhar
Como são belos
Tão diferentes que me fizeram quase apaixonar
Seu passar por mim tão indiferente
Como se meu peito não soubesse que o seu arde quando me vê chegar
Teu corpo... Infindável poesia
Nem sei se estou preparada para discorrer sobre teu farto colo...
Belo como peças de mármore alvo
Suas pernas andando, nem infinitas reticências seriam o bastante para qualificá-las 
Fiz de tudo pra não ser você a inspiração de qualquer verso meu

Tão arisca intensa e surpreendentemente desejável 
Há de ser finita a infinita intensidade do seu olhar
No qual mergulhei e quero sair
Mas é tão bom ficar presa em teus braços doces
O mel da sua boca,deve ser esse mel que não me deixa te deixar, flor...
                                
                                                CONTINUA...
                                                                                  

                                                                                         caixadesapatas

Nenhum comentário:

Postar um comentário