Escrevo muito agora, quase todos os dias... Escrevo quando a manhã está fria, quando o dia está quente, escrevo poesias, versos, textos, musicas... Na expectativa de algum dia ter você em casa.
Escrevo, na vontade de poder te dizer a verdade algum dia... E às vezes eu sonho, com o dia que sem receio me enterrarei em teu abraço, que me aconchegarei nele, dormirei e acordarei sentindo tua pele macia a me envolver, como um casulo a proteger a lagarta.Não temos sentido, eu gosto de você, você gosta de mim, e ninguém diz isso... E ninguém faz nada...
As horas simplesmente passam, e o fim nunca chega, esse suspense enlouquecedor... Eu quero te abraçar de verdade, que coisa impossível deve ser pra você, olhar nos meus olhos e dizer que me ama, eu não digo agora, eu já falei de mais, e já chorei o suficiente por isso, já me decepcionei o suficiente com isso.
E eu tenho ficções, sonhos, e eu sei que é errado, eu sei que deveria te querer bem longe, ou nem tem querer, eu deveria ter te deixado no passado... Bem guardado, em minhas mais belas lembranças, mas por um capricho, quero ver você cantar pelo meio da casa, e dançar sem musica, reclamando da minha cara fechada, me chamando de chata, e depois me rodopiando pela sala, novamente...
As pilhas de cadernos de poesias, os arquivos sobre você, codificados no computador. Tantas coisas, tanta vida, que vivemos separados, tanto tempo, existem anos de textos guardados, pra quando você voltar... Quem poderia dizer... Passaram-se anos, passaram pessoas, aqui e aí. E eu nunca tive forças pra te esquecer...
P.s: você não sai.
Naiara