Saudade da satisfação de amiga, que eu dava pra você, e até dos olhares de reprovação... Saudade das escapadas para falar com você, te contar tudo e ouvir sua voz maluca... Saudade da tua calma, da tua coluna torta e do teu jeito atrapalhado de tentar explicar as coisas, de tentar explicar como você se sente com relação a cada situação.
É tudo tão errado aqui, longe dos seus olhos de conforto, do seu abraço de doce deleite... Minha infância passou comigo correndo com cabelos soltos... Belos crepúsculos jogando bandeira, vôlei... Bebendo doces sorrisos (encharcados de despreocupação) desfrutando com você o gosto de cereja da inocência... Embriagando-me com teus abraços, te amando mais a cada dia, e sem perceber fui me tornando sua e você foi sendo minha.
Foi tudo sem perceber, quando dei por mim, você já era dona dos meus segredos e eu das suas lágrimas derramadas em confissão. Lembro-me saudosa e claramente, que subimos escondidas aqueles prédios, vimos o céu de perto e sentimos o sol na pele (“saímos bronzeadas”), lembra?
Sinto a tua falta todos os dias, em todos os momentos, com qualquer companhia... Sozinha na multidão (assim que me sinto)... Não tem como lembrar de você e não te querer aqui! O bom dessa saudade é que posso mata-la, mas eu ainda quero morar perto,
“menina eu quero morar na sua rua”
Minha sorte é que você está longe, mais existe! E você sabe que eu:
”desejo que você tenha quem amar e quando estiver bem cansado, ainda exista amor pra recomeçar...”.
e que
“Quando você ficar triste que seja por um dia e não um ano inteiro”
Você é toda menina toda sorriso, sempre cheia de cigarros... Seu olhar é como o
“abraço da lua com o sol”
caixadesapatas

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