quarta-feira, 23 de março de 2011

14 anos

  Algum tempo atrás eu amei alguém, amei de verdade, amei de um jeito que eu sei que nunca mais vou amar... Eu amei sentindo o coração disparar,as pernas tremerem, e o peito arder.
 Eu amei, amei com pureza, com verdade, amei com a alma, amei com a pressa e com a calma...Fazia tempo, muito tempo, que eu não abraçava a paz, deitava nas nuvens,  beijava um sonho, sentia a bondade, tinha esperança, ou acreditava na felicidade.
Muito tempo atrás, eu era a menina mais feliz do mundo, e a minha felicidade não estava em minhas mãos... Há muito tempo atrás, meu sorriso era de verdade, meus carinhos eram espontâneos, e minha voz era mansa.Nessa época, o mundo era meu... Tem tanto tempo isso... Coisa de 4 anos atrás, ou mais;Nessa época os dragões eram pelúcia, e o  vendaval: doce brisa.

 Esse tempo ficou lá atrás, mas o carrego comigo, tatuado no peito e por mais incrível que possa parecer, não está empoeirado, está aqui  no mesmo lugar, como você deixou... Com todas as cicatrizes e sorrisos.
 Se algum dia amei alguém... Esse alguém foi você! E hoje, não sou nada, sou apenas metade bruta  e arranhada... A vida passou e eu senti outros braços, me enfeiticei com outros sorrisos... E não mentia enquanto abraçava outros abraços... Mas nunca fiquei como quando simplesmente te vejo de longe...
 Sou  apenas poesia inacabada sem você, história sem final... Amei um dia, amei você... E hoje  me olhei no espelho e vi meu rosto mudado,  porém minha alma te quer, te quer como outrora eu quis.... como se eu ainda fosse a amiga de 14 anos apaixonada...
Eu já fui feliz um dia... Quando eu não era só metade, quando eu era capaz  de olhar dentro dos teus olhos e dizer: Te amo


                                                                                                                                                                                                      caixadesapatas

sexta-feira, 4 de março de 2011

FABRÍCIA(parte 1)

                                                  
  Saudade da satisfação de amiga, que eu dava pra você, e até dos olhares de reprovação... Saudade das escapadas para falar com você, te contar tudo e ouvir sua voz maluca... Saudade da tua calma, da tua coluna torta e do teu jeito atrapalhado de tentar explicar as coisas, de tentar explicar como você se sente com relação a cada situação.
 É tudo tão errado aqui, longe dos seus olhos de conforto, do seu abraço de doce deleite... Minha infância passou comigo correndo com cabelos soltos... Belos crepúsculos jogando bandeira, vôlei... Bebendo doces sorrisos (encharcados de despreocupação) desfrutando com você o gosto de cereja da inocência...         Embriagando-me com teus abraços, te amando mais a cada dia, e sem perceber fui me tornando sua e você foi sendo minha.
 Foi tudo sem perceber, quando dei por mim, você já era dona dos meus segredos e eu das suas lágrimas derramadas em confissão. Lembro-me saudosa e claramente, que subimos escondidas aqueles prédios, vimos o céu de perto e sentimos o sol na pele (“saímos bronzeadas”), lembra?
 Sinto a tua falta todos os dias, em todos os momentos, com qualquer companhia... Sozinha na multidão (assim que me sinto)... Não tem como lembrar de você e não te querer aqui! O bom dessa saudade é que posso mata-la, mas eu ainda quero morar perto,
                               “menina eu quero morar na sua rua”
Minha sorte é que você está longe, mais existe! E você sabe que eu:

”desejo que você tenha quem amar e quando estiver bem cansado, ainda exista amor pra recomeçar...”.
                                                  
                                                      e que

“Quando você ficar triste que seja por um dia e não um ano inteiro”   
                            
 Você é toda menina toda sorriso, sempre cheia de cigarros... Seu olhar é como o
                                 
“abraço da lua com o sol”



                                                                                caixadesapatas